Saiba tudo sobre o descarte correto do lixo gerado em sua clínica

Saiba tudo sobre o descarte correto do lixo gerado em sua clínica

Todos os estabelecimentos da área médica têm algo em comum: a geração diária de lixo hospitalar. Mas você sabia que apenas 60% dos resíduos infectantes recebem o tratamento adequado e são eliminados da forma correta?

Pela falta de informação e pela economia de tempo e de dinheiro, muitas empresas do ramo da saúde não fazem o descarte do seu lixo corretamente, o que pode propagar muitas doenças e causar danos ao meio ambiente. Neste artigo, o MedPlus traz para você informações de como descartar da forma correta o lixo gerado na sua clínica de acordo com as normas estabelecidas pela Anvisa e pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Confira!

Separe os resíduos na categoria certa

A Anvisa e o Conama reuniram o lixo hospitalar em cinco grupos:

Grupo A – Considerado o grupo de resíduos mais perigosos que carregam, possivelmente, agentes biológicos (bactérias, vírus ou fungos) e apresentam risco de infecções. Neste grupo se encaixa qualquer resíduo com fluido orgânico (secreção, urina, sangue, etc), cateteres, entre outros.

Grupo B – Aqui se enquadram os resíduos químicos que podem causar qualquer tipo de dano à saúde ou ao meio ambiente, independentemente de suas características corrosivas, inflamáveis, de reatividade e toxidade. Como reagentes utilizados em laboratórios, antibióticos, resíduos de materiais de limpeza, etc.

Grupo C – Neste grupo, estão os materiais que contém radioatividade acima do padrão e que não podem ser reutilizados – como exames de medicina nuclear e radioterapia.

Grupo D – O grupo D refere-se aos resíduos comuns, ou seja, qualquer lixo que não apresenta risco químico, biológico ou radioativo – como materiais recicláveis, gesso, papeis, etc.

Grupo E – Já neste grupo se encaixam os objetos e instrumentos perfurocortantes, como lâminas, agulhas, ampolas de vidro, bisturis, etc.

Separar o lixo produzido em sua clínica nessas 5 categorias é de extrema importância para garantir segurança aos funcionários que lidam com a coleta e descarte desses resíduos.

Agora que você já sabe como separar o lixo da sua clínica, está na hora de aprender a forma de descarte de cada um.

Os resíduos do grupo A devem ser descartados em sacos plásticos de cor diferente (branco ou vermelho, normalmente) em lixeira de material resistente. Além disso, alguns materiais que apresentam maior risco de contaminação devem passar por um processo de tratamento na sua clínica antes de serem removidos da unidade.

Já os lixos químicos devem ser estocados em recipientes sólidos, preenchidos na sua capacidade máxima, para depois serem desprezados. Ao descartar esse tipo de resíduo é importante se atentar a compatibilidade das substâncias que estão sendo colocadas nesses recipientes para, assim, evitar que entrem em processo de reação e causem algum acidente.

O descarte dos materiais radioativos, grupo C, devem estar de acordo com as normas estabelecidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Devido a periculosidade desses materiais, tanto para a saúde das pessoas quanto para o meio ambiente, é importante que a clínica disponha de um profissional especializado para tratar esse tipo de lixo. Vale ressaltar que o descarte dos resíduos do grupo C deve ser feito em recipientes compatíveis e com a identificação do material radioativo de forma chamativa.

Os resíduos do grupo D devem ser separados em recicláveis e não recicláveis. Os recicláveis devem ser descartados em lixeiras coloridas (plástico, papel, metal, vidro) e os não recicláveis, normalmente, em lixeira cinza. Tanto as lixeiras de recicláveis, quanto as lixeiras de não recicláveis devem ser etiquetadas como “resíduo comum”.

Por fim, o lixo do grupo E deve ser armazenado em recipientes rígidos e resistentes à furos, rupturas ou vazamentos, que contenham tampa e sejam identificados com o símbolo internacional de risco biológico. Esses recipientes precisam ser descartados quando atingirem dois terços de sua capacidade.

Além dos cuidados especificados acima, existem alguns cuidados gerais que sua clínica precisa tomar, como:

1.Minimizar ao máximo a geração de resíduos, assim sua clínica degrada menos o meio ambiente e  reduz custos com o tratamento do lixo produzido.

  1. Garantir que os profissionais estejam vacinados de acordo com o Programa Nacional de Imunização.
  2. Garantir que todos os trabalhadores que participam do processo de coleta, tratamento, transporte e descarte dos resíduos usem equipamentos de proteção individual (EPI).

 

A Anvisa declara que o manuseio, coleta, transporte, valorização, tratamento e descarte do lixo é de inteira responsabilidade de seus geradores, ou seja, a clínica é responsável pelo lixo que ela produz. Por isso, saber como descarta-lo, bem como capacitar seus profissionais para tratá-lo, é de extrema importância para o bem da saúde coletiva e do meio ambiente.

Ainda tem dúvidas sobre o descarte do lixo produzido em sua clínica? Confira na íntegra a resolução da Anvisa a respeito do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

O MedPlus está antenado para te ajudar em todos os processos de sua clínica. Entre em contato com a gente e saiba mais sobre nosso software de gestão. Conte sempre com a gente!

 

 

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