Dicas para a boa gestão de empresas familiares

Por MedPlus em 20 de janeiro de 2016.

No ramo da medicina não são raros os casos em que clínicas são empresas familiares. Você muito provavelmente conhece um médico que inspirou os filhos a seguirem o seu caminho profissional e que passaram a trabalhar juntos. Irmãos genros s sogros, tios e sobrinhos e outros tipos de parentesco também costumam compor clínicas ou consultórios familiares.

Trabalhar em família tem muitas vantagens, mas se a relação profissional não for pautada pela clareza e pela prudência, o que tinha tudo para dar certo pode dar errado. Segundo dados do IBGE, de cada 100 empresas comandadas por famílias, 30 sobrevivem à segunda geração e somente 5 chegam à terceira (a pesquisa considerou companhias de vários setores da economia).

E as causas desse cenário muito provavelmente se relacionam com o principal equívoco dos gestores familiares: tratar a clínica como uma extensão do lar. As decisões relacionadas aos negócios precisam ser pautadas pela razão, não pela emoção.

Por exemplo. No momento de definir qual filho deve ocupar um determinado cargo, ou assumir o comando da clínica, o que deve ser levado em conta são fatores como a profissionalização, a experiência e as habilidades. Ou seja, as decisões precisam ser tomadas através de critérios técnicos.

Outros aspectos também precisam ter critérios bem definidos para evitar desentendimentos, como a remuneração e o uso de bens e serviços da clínica. Isso manterá o bom andamento dos negócios, e evitará a sensação de que alguém está sendo privilegiado.

Vários desses assuntos podem estar alinhados via contratos, assim como o uso da marca e a identidade visual da clínica. Tais acordos podem evitar conflitos em possíveis separações, mesmo que sejam amigáveis.

Preparar os herdeiros para o ingresso na empresa e no mundo dos negócios também é importante. Isso deve acontecer com qualquer outro profissional contratado, e não seria diferente se ele for da família.

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