Fidget spinner: entenda se o gadget faz bem ou mal

Por Aline Patricia em 03 de agosto de 2017.

Você já ouviu falar do brinquedo do momento? O fidget spinner é a nova moda entre a garotada e tem causado muita polêmica, pois é muito vendido sob a alegação de que possui efeitos terapêuticos. Conheça a história desse novo brinquedo e algumas opiniões a seu respeito.

De onde vem e como funciona?

A criação do spinner é atribuída à americana Catherine Hettinger, que inventou o objeto em 1993 com o intuito de brincar com sua filha que sofria de miastenia (uma doença que afeta os músculos e causa fadiga). Catherine afirma que o brinquedo a ajudou a interagir com a sua filha e fica feliz que, mesmo depois de tanto tempo, ele foi popularizado e está nas mãos de diversas crianças por aí.

O spinner é uma peça giratória que tem funcionamento bem simples: possui, normalmente, três hélices que giram em torno de um eixo que é apoiado nos dedos; pode ser feito de metal, plástico ou cerâmica com várias cores disponíveis no mercado – alguns possuem até luzes – e custam em torno de 20 reais. Muitos afirmam que um dos motivos do brinquedo ter virado febre é seu funcionamento simples, que tem como único objetivo girar e girar, causando um efeito hipnótico levando a criança a imaginar quando ele vai parar.

Divergências de opiniões

Muitos sites de vendas e lojas comercializam o spinner afirmando que o produto é terapêutico, sendo bom para crianças com autismo ou hiperativas, bom para transtornos de déficit de atenção e até mesmo bom para a concentração e alívio do stress. Entretanto, esses efeitos não são cientificamente comprovados.

Especialistas da área de psicologia defendem que é necessário um longo e detalhado estudo a respeito do brinquedo para afirmar se ele possui (ou não) os benefícios médicos citados e demonstram preocupação com essa “mania” que a sociedade moderna tem de vender todo tipo de produto como terapêutico. Em contrapartida, alguns pais estadunidenses afirmam que o brinquedo ajudou a melhorar o comportamento de seus filhos com autismo e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Girar o spinner não faz mal

O fato da peça girar por um determinado tempo faz com que a criança se concentre nesse movimento até que ele pare. O neuropsicólogo e autor do livro “O Cérebro da Criança Explicado aos Pais”, Álvaro Bibao, afirma que fazer a criança se concentrar em algo se movimentando é simples, mas não é produtivo porque não gera resultados a longo prazo. Segundo ele, o spinner não regula o sistema atencional, que é o que precisa ser trabalhado nas pessoas com autismo e déficit de atenção.

Já para o psicólogo Oswaldo Rodriques Junior o brinquedo tem sim efeitos calmantes, mas faz ressalvas. Oswaldo afirma que o spinner pode apaziguar ansiedades para determinados grupos, mas não todos, e que é exagero afirmar que ele serve para tratar sintomas. Por exemplo, a peça pode ajudar na ansiedade e hiperatividade de algumas pessoas, principalmente adultos, substituindo algumas “manias” que podem atrapalhar outras pessoas do ambiente – como roer unhas, bater a caneta na mesa ou balançar as pernas.

O brinquedo do momento

Fato é que as crianças e adolescentes estão carregando esse objeto para todos os lados, inclusive quando vão à escola, causando desconcentração do aluno nas aulas e gerando competições não saudáveis de qual é melhor ou mais bonito. Por isso, muitas escolas dos Estados Unidos já proibiram o brinquedo em suas dependências e outras, inclusive no Brasil, limitaram o seu uso somente ao período de intervalo ou recreio.

Afinal, para que serve o fidget spinner?

Para diversão! É um brinquedo simples, divertido e aparentemente inofensivo. Terapêutico ou não, virou febre, assim como já ocorreu com o ioiô, os cards de disputa e, mais recentemente, o Pokémon Go.

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Aline Patricia

Gerente de Produto
Formada em Administração, há 11 anos atua na MedPlus no atendimento ao cliente e atualmente é Gerente de Produto.