Modelo de negócio: microclínica

Por MedPlus em 05 de novembro de 2015.

A economia é dinâmica. Novos modelos de negócio surgem à medida que novas necessidades, ou oportunidades, vão sendo percebidas, e no ramo da saúde não poderia ser diferente. Recentemente, começou a despontar no Brasil uma iniciativa que já existe em países como Estados Unidos: a “microclínica”.

O termo é usado neste texto para ilustrar um tipo de consultório formado por um, ou mais médicos, que oferecem seus serviços a preços mais baratos do que a média de outras clínicas e consultórios particulares. Uma das intenções é mirar as classes C e D, geralmente usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), que costuma desagradar sobretudo pelas filas de espera.

No Brasil, ainda há poucas empresas que adotaram essa metodologia, mas o negócio parece ser promissor. De acordo com reportagem da revista Veja São Paulo (Se possível lincar: http://vejasp.abril.com.br/materia/thomaz-srougi-clinica-medica/), a rede de consultórios de maior destaque no país nesse ramo caminhava para fechar o ano de 2014 com faturamento de 6 milhões de reais. Até o fim do ano passado, a rede contava com quatro unidades, e planejava aumentar para 20 nos próximos dois anos.

Segundo a reportagem, a consulta custa em média 80 reais, para várias especialidades, o que nem sempre é considerado barato por alguns pacientes. A rapidez em conseguir um atendimento, porém, é atrativa.

Para os profissionais de medicina – alguns deles também atuam em renomados hospitais – o atrativo é o percentual de remuneração, que pode superar os 40% do valor pago pelo paciente, e a possibilidade de prestar atendimento em comunidades mais carentes. Nos Estados Unidos, esse modelo de clínica atende cerca de 20 milhões de pessoas por ano.

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