Porque ainda é tão caro investir em saúde?

Por MedPlus em 16 de julho de 2015.

Recentemente a Organização Mundial de Saúde e o Banco Mundial lançaram um relatório que acompanha o progresso mundial de cobertura universal à saúde. O relatório, que analisou 37 países entre 2002 e 2012, estimou que cerca de 400 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a pelo menos um dos sete serviços essenciais à saúde. Por mais que esse número diminua com o tempo, ainda existe um longo caminho pela frente.

Também consta na análise que parte da população mundial que tem acesso aos serviços, gastam cerca de um quarto de suas despesas domésticas com isso, o que em alguns casos torna insustentável a continuidade do serviço de saúde de forma adequada.

Diante dos números, a necessidade de aumentar o financiamento público e sua eficiência se faz presente. De acordo com a OMS, os países devem explorar medidas mais eficazes e justas de financiamentos e ao mesmo tempo aumentar a eficiência dos sistemas através de reformas que priorizem a atenção primária.

No Brasil, o Intituto de Estudos em Saúde Suplementar realizou uma pesquisa através do IBOPE para avaliar os planos de saúde. A análise da pesquisa é que, o quem possui plano de saúde e um acesso mais completo a saúde são frequentemente pessoas casas, com filhos, com alto nível de ensino e assalariadas, enquanto pessoas solteiras, autônomos, desempregados e com ensino incompleto não possuem ligação com planos de saúde

E em épocas de crise econômica, como a que vivemos agora, o número de desemprego atinge diretamente as pessoas beneficiarias de planos de saúde. Hoje, cerca de 74% das pessoas não se associam a planos por condições financeiras. A maioria dos entrevistados (72%) concordaram total ou parcialmente que o plano de saúde deveria ser mais barato, sendo mais acessível para mais classes sociais.

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