Big data e o segmento de saúde: entenda como a tecnologia está transformando a medicina

Por Aline Patricia em 22 de agosto de 2017.

Nos últimos anos temos vivido uma revolução de costumes graças à internet e todo tipo de informação e facilidade que ela disponibiliza. Estamos conectados praticamente 24 horas por dia por meio dos mais variados dispositivos – uma parte, se não a maior, utilizando equipamentos móveis, como celulares e tablets.

É dessa maneira que geramos uma infinidade de dados que se espalham por toda a rede com uma velocidade espantosa. Essas informações, quando interpretadas de maneira estratégica, podem favorecer o desempenho de qualquer tipo de negócio – incluindo empresas da área da saúde.

Quer saber mais sobre Big Data e como ela pode ajudar a impulsionar seu negócio? Continue acompanhando nosso post!

O que é Big Data?

Simplificando o conceito, Big Data é o termo utilizado para descrever o gigantesco volume de dados gerados pelos usuários e que podem trazer leituras importantes a respeito do seu negócio, levando a obtenção de ideias que podem embasar a tomada de decisão dos gestores a respeito do caminho que a empresa deve seguir.

Embora seja um termo relativamente novo, o armazenamento de dados para análises ganhou força no início dos anos 2000. Desde então, empresas de diversos segmentos passaram a utilizar esse volume inconcebível de informação, filtrando-os e aplicando essas métricas de forma estratégica na gestão.

Por que essas informações são importantes?

A importância do Big Data não está diretamente relacionada ao volume de dados em mãos, mas sim no que será feito com as informações colhidas. A partir dessa ‘matéria-prima’ será possível entender o mercado de atuação, o posicionamento da empresa nesse mercado e estabelecer estratégias para reduzir custos, recursos e tempo, desenvolver novos produtos e serviços e otimizar essa oferta de acordo com as demandas do mercado. Com o auxílio do Big Data, é possível ainda determinar a causa de problemas em campanhas que não funcionaram ou até mesmo detectar comportamentos fraudulentos antes que afetem a empresa de forma mais contundente.

Big Data e o segmento de saúde

Assim como em outras áreas, o desenvolvimento do segmento de saúde está atrelado à tecnologia. O Big Data, nesse sentido, pode contribuir imensamente para otimizar o trabalho dos profissionais e a gestão da clínica.

Através de um recorte e análise assertivos dos dados obtidos, é possível compreender o desenvolvimento de doenças, elaborar medidas para contenção de epidemias, desenvolver práticas de prevenção e melhorar significativamente o atendimento ao paciente.

Além disso, deve ser considerado, prioritariamente, os dados gerados pelos próprios clientes da clínica, que fornecem informações ainda mais específicas – e valiosas – para que sejam planejadas uma série de ações de melhoria nos serviços e na gestão, tais como monitoramento de perdas e fraudes, análise financeira, avanços clínicos, análise de atendimento e manutenção de relacionamento, entre outras ações.

A clínica deve se adaptar aos novos hábitos de seus clientes

A expectativa do paciente quando chega ao estabelecimento de saúde é ter uma experiência positiva no atendimento, como qualquer consumidor de serviços. Nesse caso, a clínica que está apta para oferecer acolhimento individualizado, que considera as características e demandas de cada pessoa, leva grande vantagem.

Para realizar essa estratégia, é fundamental que os dados passem por um tratamento adequado e, posteriormente, empregar as informações em estratégias para captar novos pacientes e fidelizar os que já passaram por atendimento na clínica. Ações como essa trazem resultados satisfatórios em todos os níveis – especialmente financeiro, que se reflete diretamente no ROI (Return on Investment).

Existe ainda um outro fator bastante relevante para que a clínica utilize a tecnologia de Big Data: o avanço da disponibilidade de recursos tecnológicos para monitoramento da saúde, possibilitada por meio de aplicativos utilizados em smartphones.

Tais inovações aproximaram o usuário do cuidado individual com sua saúde e motivaram um maior comprometimento com o próprio bem-estar. Para confirmar essa tendência, basta conferir a popularidade de apps voltados ao emagrecimento, performance em esportes, meditação, gravidez, monitoramento cardíaco, entre outros.

Nesse contexto, é essencial que as empresas do segmento de saúde estejam preparadas para recolher, filtrar e analisar os dados oriundos desses dispositivos, que podem oferecer um cenário muito rico em informações para a instituição.

Dessa forma, incorporar novas ferramentas e técnicas para entender o perfil do público-alvo e o mercado em si torna-se cada vez mais fundamental para que clínicas ou outros negócios voltados à saúde possam atender plenamente as demandas de seus pacientes.

Quer saber mais como a tecnologia pode ajudar o segmento de saúde? Então confira o artigo Tecnologia a favor da saúde.

Aline Patricia

Gerente de Produto
Formada em Administração, há 11 anos atua na MedPlus no atendimento ao cliente e atualmente é Gerente de Produto.