Por Patricia Oliveira em 02/02/2021

7 dicas para médicos declararem imposto de renda

A declaração de Imposto de Renda para Pessoa Física é essencial na gestão financeira para médicos. Veja dicas para ficar em dia com a Receita Federal.
7 dicas para médicos declararem imposto de renda

Todo ano, os médicos do Brasil inteiro têm um compromisso marcado com a Receita Federal: é o momento da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

A declaração é um compromisso no qual muitos profissionais de diferentes áreas – inclusive da saúde – precisam prestar contas com o fisco. Para isso, é necessário calcular e organizar os rendimentos, investimentos, dívidas e gastos do ano anterior.

E essa parte essencial da sua gestão financeira pode ser um verdadeiro desafio para muitos médicos. Afinal, o processo é complexo e cheio de detalhes que requerem bastante atenção. Algo que fica ainda mais complicado na correria do dia a dia de um profissional da saúde, não é?

Entre plantões, atendimento de pacientes, ações de gestão médica na sua clínica, controle de estoque, especializações e tantos outros compromissos… Às vezes fica difícil ter esse cuidado tão importante.

Por isso, preparamos uma lista de dicas para que a sua declaração de Imposto de Renda seja mais simples e para que você evite os principais erros desse momento. Continue sua leitura e confira:

Organize com antecedência o que precisa ser declarado
Veja quais informações precisam estar no IRPG para médicos
Aproveite o Simulador da Receita Federal
Saiba quais itens podem ser deduzidos do Imposto
Veja as obrigações do Carnê Leão e do DMED
Revise para evitar erros
Conte com o MedPlus para te ajudar 

Vale lembrar que médicos donos de clínicas, que atuam como pessoa jurídica, também precisam declarar seu Imposto de Renda de Pessoa Física, mesmo que sua clínica já tenha feito a declaração de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica. Por isso, estas dicas para o seu IRPF também são essenciais para você!

1. Organize com antecedência o que precisa ser declarado

7 dicas para médicos declararem imposto de renda

O primeiro passo é bastante básico: nada de deixar a declaração do imposto de renda para a última hora. Por isso, comece a se preparar pelo menos com alguns meses de antecedência, separando os documentos que serão declarados, como os comprovantes de pagamento e recebimento para os planos de saúde.

No entanto, o ideal para garantir tranquilidade no momento da declaração é manter as informações em dia no decorrer do ano. Anote cada procedimento, recebimento, CPF de pacientes e até plantões. 

Todos esses dados precisam estar no seu IRPF, acompanhados com os documentos comprobatórios para garantir a validade de cada informação. Por isso, se você não fizer um acompanhamento adequado ao longo do ano, vai ser difícil organizar todas as informações na hora de declará-las. 

Uma dica a mais para ajudar nesse momento é contar com um sistema de gestão médica que organize seus dados. Ele pode ser um excelente apoio na hora da declaração, dando mais agilidade para o processo e evitando o esquecimento de informações importantes.

2. Veja quais informações precisam estar no IRPG para médicos

Sua declaração precisa ser preenchida nas fichas de identificação que estão disponíveis para download no site da Receita Federal. Nela, você deve registrar alguns dados específicos sobre a sua atividade profissional. 

Para te ajudar a ter uma declaração completa, separamos essas informações que não podem ficar de fora do IRPF de um médico. Confira:

  • Código da natureza de ocupação do profissional da saúde: esse código serve para identificar sua forma de trabalho. Para profissionais liberais ou autônomos, o código é 11. Caso você seja proprietário de empresa ou de firma individual, seu código é 12.
  • Código referente à ocupação principal: essa informação identifica o tipo de profissão que você executa. Para médicos, o código é 225;
  • Número do Registro Profissional: todo profissional de saúde precisa completar isso em sua declaração de Imposto de Renda. No caso dos médicos, o registro profissional é o CRM;
  • CPF de cada paciente: independente dos valores envolvidos, o médico precisa acrescentar o CPF de cada paciente que gerou algum rendimento no ano anterior. Essa exigência começou em 2016, com o objetivo de permitir que a Receita Federal cruze os dados e verifique se o paciente que declarou uma consulta em seu Imposto de Renda realmente foi atendido pelo profissional indicado;
  • Rendimento referente a cada paciente: assim como o CPF, o valor gasto por cada cliente também deve estar relacionado na sua declaração. Isso ajuda a evitar fraudes no Imposto de Renda;
  • Plantões médicos: como também se enquadram como remuneração, você precisa registrar cada plantão realizado no ano anterior. Para isso, solicite o informe de rendimentos anuais recebidos com a sua fonte pagadora. Esse documento precisa ser anexado à declaração. 
  • Rendimentos de investimentos: todos os dados de investimento precisam estar presentes na sua declaração, incluindo o valor total investido, o lucro obtido com ele, o imposto a pagar ou retido na fonte e até as perdas do investimento. Isso vale também para aplicações que são isentas de impostos, como a poupança;
  • Dívidas contraídas: na ficha “Dívidas e ônus reais”, é preciso anotar todas as dívidas que o profissional contraiu no período, acompanhadas por comprovantes. Isso inclui financiamentos, empréstimos bancários e consórcios, entre outros;
  • Bens adquiridos: na ficha “Bens e direitos”, é preciso anexar os documentos de cada bem adquirido, como veículos ou imóveis. Isso inclui patrimônios comprados à vista e também os financiados;
  • CPF do cônjuge: até 2016, o médico precisava informar e detalhar o rendimento de seu cônjuge. Agora a receita já faz esse cruzamento direto no seu banco de dados. Para isso, você só precisa inserir o CPF do cônjuge;
  • CPF dos dependentes:  se você tiver algum dependente, o CPF dele também precisa estar registrado, independente da idade. A Receita exige o registro até de recém-nascidos;

Caso você seja proprietário de uma clínica:

  • Informe de rendimentos do pró-labore e retiradas de lucro: médicos que são pessoas jurídicas precisam declarar o valor do pró-labore recebido no ano anterior (considerando descontos de previdência e imposto retido). Também é preciso registrar cada retirada de lucro que tenha sido escriturada na contabilidade do CNPJ da clínica, mesmo que a retirada seja isenta;

3. Aproveite o Simulador da Receita Federal

7 dicas para médicos declararem imposto de renda

Na hora da declaração do Imposto de Renda, é interessante saber quanto você terá de pagar para a Receita Federal, ou mesmo quanto valor será restituído para você. 

Para isso, vale a pena utilizar o Simulador da Receita Federal. Além de prever os valores, essa ferramenta também simplifica o processo de declaração para o profissional da saúde.

4. Saiba quais itens podem ser deduzidos do Imposto

Algumas movimentações financeiras podem ser dedutíveis da declaração de Imposto de Renda dos médicos. Ou seja, se você declará-las, um valor determinado será reduzido do seu IR total e você poderá pagar menos impostos.

Os principais itens de uma clínica médica que se enquadram nessa categoria são:

  • Custos com equipe de colaboradores;
  • Despesas necessárias para o funcionamento da clínica (energia elétrica, água, aluguel, entre outros);
  • Investimentos em especializações ou capacitações para o profissional da saúde;
  • Materiais de escritório;
  • Insumos médicos;
  • Valores gastos com o registro (especificamente o CRM);
  • Mensalidade do CRM (Conselho Regional de Medicina) e sindicatos;

Outras despesas também podem ser dedutíveis dos impostos, como previdência social e previdência privada, investimentos de marketing e publicidade e doações para causas sociais, médicas e também de direitos da criança e do idoso. Nesse último caso, a doação pode ser utilizada para abater até 6% do valor que você teria de pagar à Receita Federal.

5. Veja as obrigações do Carnê Leão e do DMED

Todos os médicos que atuam como pessoa física precisam lançar mensalmente suas receitas e despesas no programa Carnê Leão. Também é obrigatório pagar sua DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Essas informações precisam ser enviadas à Receita Federal junto da sua declaração de IRPF.

Médicos donos de clínicas ou consultórios, que atuam como pessoa jurídica, possuem um documento diferente: a declaração de serviços médicos (DMED). Esse documento precisa ter os dados de pacientes atendidos e valores, e também deve ser enviado junto da declaração de Imposto de Renda.

6. Revise para evitar erros

A declaração de Imposto de Renda é de total responsabilidade do médico, por isso, ela requer o máximo de atenção para evitar problemas mais tarde. Então, se você não quer correr o risco de cair na malha fina da Receita Federal por causa de um simples engano, revise seu IRPF!

Entre os erros possíveis estão valores e informações digitadas incorretamente, omissão de rendimentos, entre outros.

Em caso de erros na declaração, é necessário corrigi-los por meio de uma declaração retificadora, que deve ser enviada o quanto antes para que você não sofra nenhuma penalidade da Receita Federal.

7. Conte com o MedPlus para te ajudar

A declaração de Imposto de Renda envolve muitos detalhes e cuidados, que ficam ainda mais complicados se o controle da sua clínica for todo manual. Afinal, você precisa reunir um grande número de documentos, informações e comprovantes que, se estiverem apenas armazenados de forma analógica, serão muito difíceis de organizar.

Por outro lado, um software de gestão médica para clínicas pode ajudar muito na hora da declaração de Imposto de Renda. Ele permite um controle mais eficiente da sua gestão e um acesso rápido de todos os documentos e informações necessários para esse momento. Saiba mais no nosso artigo: Como um sistema de gestão ajuda na declaração do Imposto de Renda.

Essa é mais uma forma como a tecnologia é essencial para a gestão de uma clínica médica. Para conhecer ainda mais o potencial das inovações, leia nosso eBook gratuito:

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